Paraná volta a fechar negociação após aumento de 335% nas mortes devido ao Covid-19

Estações de tubo de transporte de coleta de Curitiba passam por um processo de assepsia. Capital é o mais atingido no estado.   (Daniel Castellano/SMCS/Divulge)

O governo do Paraná publicou um decreto no final da tarde desta terça-feira (30), que determina o encerramento de serviços considerados não essenciais para a luta contra a promoção do covid-19.

A partir do Dia 1º do mês de julho, eles só podem abrir instalações, como supermercados, farmácias e postos de gasolina. A regra se aplica em 134 cidades do estado, que respondia por 75% das infecções, incluindo a capital, Curitiba, e Londrina, a segunda maior do estado.

Aberto desde o final de maio, eles retornam para fechar negociação de rua e shopping centers. A regra também se aplica a galerias comerciais, feiras livres de comércio, salões de beleza, barbearias, clínicas de estética, academias, bares, clubes e discotecas. Restaurantes e lanchonetes só poderão se encontrar no sistema drive-thru, delivery ou take-up (pick-up at the switch).

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) tem a medida, que tem a duração de 14 dias, com o objetivo de cercear o aumento do número de casos de kovid-19 nessas comunidades e evitar um colapso no sistema de saúde.

No início de junho, o Paraná teve 4.835 casos confirmados de SARS-CoV-2 e agora tem 22.623, um Crescimento de 468%. No dia 1º de junho, o estado registrou 190 mortes, e agora tem 636, um aumento de 335%. Somente nesta terça-feira, 30, o Estado registrou o recorde no número de casos diários, 1.536, segundo a Secretaria de Saúde.

A capital, Curitiba, registrou um dos piores índices, com aumento de 4fold no número de casos em um mês que passou de 1.005 para 4.115. O jumplow morto de 49 para 145, mesmo no período de 30 dias. A taxa de ocupação dos leitos de UTI, que ficou em 30% em abril, fica em 78%, com 53 leitos disponíveis.

Na Prefeitura de Curitiba, diz-se que ainda hoje é publicar um regulamento local regulamentando as restrições e governando as decisões do estado.

Lockdown é uma possibilidade


O governador Ratinho Junior reforçou que a medida ainda não é um bloqueio, mas não descartou a possibilidade.

" Nós fizemos tudo em nosso poder desde o início da pandemia. Nós reforçamos a estrutura de atendimento, introduzimos mais profissionais, compramos equipamentos, mas tudo isso é finalmente. Neste momento da curva mais levante e dado o inverno, precisamos reativar o isolamento social para que esse sistema não desabe, " ele disse em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira.