Autonomia da PF não significa soberania, diz ministro da Justiça

André Mendonça: ministro deixou o cargo após a renúncia de Sérgio Moro com a demissão da interferência na PF pelo presidente (Câmara dos Deputados / Comunicado)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, disse nesta sexta-feira (03) ser "pensamento ilusório" que todo presidente, ministro, ou político tem uma medalhinha na polícia federal. Mendonça assumiu a pasta após o ex-ministro Sérgio Moro ter desistido do governo com a acusação de que o presidente Jair Bolsonaro teria tentado interferir politicamente na empresa. O caso é determinado no Supremo Tribunal Federal (STF).

" Um medalhista no trabalho da Polícia Federal é impensável. E não é neste governo. Está em cada governo. Qualquer governo que esteja a tentar fazê-o não terá sucesso. Pelo contrário. Vai ter contra si uma avaliação não apenas da política, mas de uma situação de risco legal evidente ", disse o ministro vivo através do BTG PActual, realizado pelo ex-ministro do STF, Nelson Jobim, que hoje é presidente do conselho de administração do banco.

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Mendonça, por sua vez, relé que a independência e a independência da empresa não e#8220; significa soberania de atuação "." Eu, como ministro, demovou atuação da PF efetiva, eu cobro resultado, quero saber se eles estão fazendo operações que têm dificuldades. Seria irresponsável se eu não o fizesse, se o presidente da República não o cobrasse ", disse.

" O que cobramos é que perseguamos crimes de forma parcial, de forma gratuita, sem que haja uma perseguição de grupo A ou B que aja responsavelmente ", mais adiante.

Na reunião ministerial de 22 de abril, que foi após uma decisão de justiça, Bolsonaro ficou conhecido que não era" viver sem informação " e seu "surpreso com notícias". " Eu não posso ser surpreendido com notícias. Coloque, eu tenho a PF, que me dá nenhuma informação ", disse o presidente na ocasião.

" E não desiste de trabalhar assim. Vai ser difícil. Então eu vou me envolver! E finalmente, coloque! " Bolsonaro também disse. Enquanto Moro deixa o Departamento de Justiça, ele afirmou que a reunião seria uma testaria para a tentativa de interferência do presidente na PF.