É possível ganhar talento mesmo em tempos de crise

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Quaisquer oportunidades de carreira que lhe proporcionem remuneração, pelo menos no contexto do que é praticado pelo mercado. No entanto, o salário não é o único fator que faz com que os olhos dos funcionários dentro do mundo corporativo brilham. Há, por exemplo, também a valorização massiva da possibilidade de crescimento. Essa é a opinião de cerca de 70% dos empregados e desempregados pesquisados pela Robert Half para a composição da edição 12ª do ICRH.

A curiosidade é que a pesquisa realizada em maio de 2020 aconteceu entre as incertezas criadas pela pandemia. No meu entendimento, esse recorte especial do estudo é um grande farol para as empresas aumentem ideias ou revisem os planos de atração e retenção de talentos, sem, necessariamente, inflar o salário dos profissionais. Compartilho algumas boas práticas neste sentido:

Tenha planos de sucessão

Mantenha a atribuição constante de pelo menos dois possíveis sucessores para as posições-chave. Esses profissionais precisam ter uma grande afinidade com a cultura e os valores da empresa, interesse em aprendizagem, alta entregabilidade e adaptação às mudanças, foco em resultados e fácil comunicação para poder trabalhar na equipe e sob pressão. Com o tempo, esses funcionários estão testando-os de responsabilidade em determinados projetos. Que sejam vistos pela liderança. Em resumo, o valor deste perfil do colaborador e desenvolit-lo. Assim, ele terá cada vez menos motivos para deixar a empresa.

mesclando os processos seletivos com profissionais internos e externos

Se uma cadeira ficar vaga, você deve considerar que os atuais membros da equipe fazem parte do processo seletivo. Essa iniciativa tende a criar um sentimento de estima nesses profissionais. Se o assunto importar cargos mais estratégicos ou buscas por perfis mais específicos, não a serviço de assessoria especializada, para garantir imparcialidade na seleção do profissional mais adequado. No caso de você não ter clareza sobre quem é preencher a vaga, ou sobre o momento do mercado, pense em alternativas. Nestes casos, faz sentido contratar um profissional do projeto para resolver problemas pontuais de emergência enquanto o processo seletivo não é completo. 

Atualizar seu pacote de benefícios

Pelos dados do ICRH, o pacote de benefícios é estimado por 76% dos profissionais empregados e 60% dos desempregados. É claro que a oferta de planos de saúde, de alimentos de sebo ou de alimentos é importante. Mas considere ir além disso. A maioria das pessoas pensa que os profissionais acabam de experienciar o gosto do trabalho de casa. Nesse cenário, será vantajoso, por exemplo, incluir no pacote de vantagens a flexibilidade do proposital, com tolerância estendida no momento da entrada, que deve ser compensada na saída. Ofereças Slack no dia do aniversário, desde que em dias úteis, e sem perda de salário. Também, é claro, a partir da possibilidade de trabalhar alguns dias fora da distância.

cuidar da reputação da sua empresa

Muitos dos funcionários querem mais do que marcar a presença diária na empresa, fazer o trabalho proposto e esperar o salário no final do mês. Mais da metade dos profissionais pesquisados para o ICRH (53%) estimam a reputação da empresa em que estão trabalhando. Para essas pessoas, a motivação também é liderada pelo orgulho que sentem da organização. Por isso, lute por boas ações e um bom discurso em todo o mundo e para o bem da sociedade, e tenha certeza de que tudo é realmente praticado da porta para dentro.

Eu sei que não é fácil mudar todos os processos organizacionais de uma hora para outra. Mas, se você tomar passos curtos, significativos, firmes e contínuos, seus funcionários percebem a real disposição da empresa em fazer algo melhor para eles. E não vai demorar muito para que os reflexos apareçam na vinculação da equipe e no apelo dos olhares, que estão por aí. Pense nisso!

Aqui neste blogvocê vai encontrar mais artigos sobre carreira, gestão e mercado de trabalho. Você também pode ter mais informações sobre os tópicos na Central do Conhecimento do site Robert Half.

* por Fernando Mantovani, Diretor Geral da Robert Half