Olavistas, militares e evangélicos não querem pena de Renato no MEC

Renato feather é autor de um livro em que defende a extinção do MEC e a privatização da rede de ensino no Brasil (Renato Feder/Divulgação)

Em mais um dia de tensões políticas em torno do Ministério da Educação (MEC), o presidente Jair Bolsonaro convidou o secretário de Educação do Paraná, Renato Pen, para comandar o resort. O anúncio oficial, no entanto, não foi feito ontem após a pressão contrária de setores ligados ao governo. A Feather confirmou o convite para os amigos e não acabou ligando para o posto. Olavistas, os militares e os evangélicos criticaram duramente a nomeação. Fontes que ouviram o imóvel alegam que o presidente pretendia investigar o impacto antes da decisão final.

Nas primeiras horas da manhã, alguns dos principais auxiliares de Bolsonaro confirmaram o convite para a caneta e que ele havia aceitado. Logo em seguida, ele começou a resistência de vários grupos, que se tornou uma das questões mais incipientes da rede bolsonarista, com também muita pressão sobre o planalto. Fontes já disseram, de acordo com fontes da tarde, que Bolsonaro poderia abrir mão da caneta. De acordo com Estadão, o presidente teria dito que só anunciaria o candidato se chamasse o "teste da Fritura".

Olavistas iniciaram uma história de sucesso em fraturas iniciadas nas redes sociais, que acabaram em desoneração, como a ex-secretária de Cultura Regina Duarte, e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (saúde) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (secretaria de governo). Com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), eles chamaram a atenção para uma possível pena da caneta. Eles também acusaram o governo de ter feito uma escolha para agradar empresários e apaziguar a guerra ideológica.

Por outro lado, aliados do presidente, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), foram bem-vindos para o indicado. No Twitter, ela disse que "Renato pen defende a escola e a doutrina sem ideologia política" e "é exatamente o q (sic) que queremos". O ex-ministro Abraham Weintraub também desejou "sorte e sucesso" ao sucessor.

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Evangélicos também têm o planalto contra a mola que é judia. O pastor Silas Malafaia adiantou o presidente, que critica a decisão. Os militares se dizem surpresos com o convite e tentam ainda ter um nome associado a eles, que acreditam que têm mais força política. Eles passaram a publicar também supostas inconsistências no currículo de pena, que não comprovaram sucesso no final.

A Primavera é graduada em administração de empresas através da Fundação Getulio Vargas (FGV) e Mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). Seu currículo na plataforma Lattes insinuou um "mestrado em andamento", mas a cobertura confirmou com a USP que a pós-graduação foi concluída em 2005.

Bolsonaro se reuniu com pena antes mesmo de ter uma escolha de Carlos Decotelli, que acabou por problemas em seu currículo. Mas ele teria preferido alguém mais velho.

Decotelli tem 68 anos de idade e pena, 42. A doação de R$ 120 do empresário para a campanha de Doria para o prefeito também teria assediado o presidente. Naquela época, a pena era proprietária da Multilaser, uma empresa de tecnologia.

Opposer ainda reclama da possível conexão com o Centrão, já que a pena teve o apoio do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), partido do ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. A pena é considerada como um homem de negócios que quer fazer carreira na política, mas sem experiência. Eles também reclamam da aproximação com fundações e ONGs e chamam de "globalista".

Sonho

A pena de Renato Paulistano foi um empresário de sucesso no campo da tecnologia quando se dissolveu na área de mudança. Ele continuou a dizer que tinha o sonho de ser secretário de Educação, e começou a se preparar para isso. Em 2017, discursou em um evento para o então ministro da Educação de São Paulo, José Renato Nalini, na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), pedindo emprego. Nalini impressionou e deu a ele um trabalho de mago, com salário de R$ 8.000. A intenção era de que a caneta trouxesse a rede estadual de empresários e ONGs mais próximas. Mas o trabalho não foi bem sucedido e a pena pousou o secretário em poucos meses.

Em 2019, suas relações com os empresários o levaram a uma secretária no Paraná. Durante a pandemia, o Estado é um dos que se distinguiram por terem criado rapidamente um sistema de ensino a distância bem estruturado com aulas online. A Primavera é autora de um livro em que defende a extinção do MEC e a privatização da rede de ensino no Brasil. Para o Estadão, ele disse que não acredita mais nessa visão. " Eu não entendo nada sobre educação e hoje eu sei melhor. "